segunda-feira, 11 de abril de 2011



PARTIDA DIVIDIDA

Quando a noite vem
Não sei bem quem me carrega
Tropeçando por aí
Dois pra lá, dois pra cá

Rodopio que nem pião
Em cada partida dividida
Entre o medo da vida
Que me força, reforça
A coragem da próxima estação

Em cada ligação perdida
Desespero-me
Rodo o dia, rodo a noite
Nessa roda que gira, gira,
Pra nenhum lugar

Quando a noite vem
Não sei bem quem me carrega
Talvez é esse desejo
Essa busca, essa loucura
Olhar pra longe, olhar pro vazio

E pensar que amanhã vai ser diferente
Coração sem chaves, sem prisão
Pra não mais ter que partir
Nem precisar pedir perdão...

PARTIDA DIVIDIDA

Quando a noite vem
Não sei bem quem me carrega
Tropeçando por aí
Dois pra lá, dois pra cá

Rodopio que nem pião
Em cada partida dividida
Entre o medo da vida
Que me força, reforça
A coragem da próxima estação

Em cada ligação perdida
Desespero-me
Rodo o dia, rodo a noite
Nessa roda que gira, gira,
Pra nenhum lugar

Quando a noite vem
Não sei bem quem me carrega
Talvez é esse desejo
Essa busca, essa loucura
Olhar pra longe, olhar pro vazio

E pensar que amanhã vai ser diferente
Coração sem chaves, sem prisão
Pra não mais ter que partir
Nem precisar pedir perdão...

DE TANTO AMOR

A menina chorou
Abraçou o sentimento na carta que abriu
Soluçou algo que não entendia, não sabia
Que amava tanto, tanto assim

A menina chorou
O banco da praça que não sentou, nem
A cama que poderia mas não desarrumou
Não sabia ser tanto amor assim

Cantava Lennon
No carro indo por aí, o mundo era vazio
Sabia que algo forte, algo grande chegaria
Amor de novela, filme de cinema
Sabia ela que ia ser assim, poesia

Algo já dizia, pra menina que seu corpo
De mulher seria tomado, seria sugado
Por beijo tão delicado que não daria mais
Pra disfarçar, andar sem mostrar a alegria
De se sentir amada, desejada a tal ponto
Que os dias não seriam mais sonhos
Seriam o hálito quente da boca chamando
Dizendo seu nome, o nome da menina
Que ainda chora ao abrir a carta, de tanto
De tanto amor que seu corpo de mulher
desejou...

E de onde a carta fora escrita a menina
Tudo quis saber, ficou na mesma sombra,
Marcou a mesma árvore, brincou na mesma areia
E sobre os seios sugados por aquele beijo tão delicado
adormeceu...

NOSSOS VOTOS

A imaginação dão asas aos nossos pés.
Em qualquer direção que tomarmos, o tempo nos levarão ao fim e ao princípio. O infinito é logo ali, aqui dentro de nós, de tudo e todos que pulsam vida, é assim.
Em nosso planeta Terra tudo é vida. O próprio planeta pulsa, pulsa a vida. Léon Denis a definiu numa seqüência poética e naturalista: A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem.
E muito devemos agradecer à essa viagem estelar, pés na poeira e cabeça ao sol, cada gota de suor, cada encontro com as idéias que vieram habitar-nos para logo mais darem lugar às outras em ciclos migratórios. O novo se faz velho, torna-se matéria decomposta, torna-se humos, ajuda a dar força e sentido à vida, ao que virá depois, ao que precisa sempre tanto, tanto de tudo que foi ontem para conseguir ser hoje, para haver amanhã.
Devemos ficar felizes quando conseguimos dar ombros aos comícios enfáticos das bocas que engolem ar e, invariavelmente, ficam a desejar, sempre, sempre, desfilando em plumas que lembram aos dos pavões machos, se não os pés, sempre estão com algo a esconder.
O corpo físico é oceano, navegamos às vezes inteiros, em outras navegamos à deriva, navegamos, navegamos e vamos descobrindo novas porções, novas terras, em nossas íntimas dimensões. Somos cercados de mares, sertões, frutíferos pomares, perfumados jardins, ai de mim, ai de nós, ao que fizermos dessas venturas. Ai, dos lábios que formosos e pomposos se fizerem armadilhas, que em doces delírios levarem outras tantas aos redemoinhos de despropósitos sentidos. Que vendem, mas não entregam. Que afirmam, mas não sustentam. Que enganam pelo vício de enganar. Que conquistam somente pelo prazer de conquistar. Que vandalizam, que saqueiam almas e sentimentos de outrem.
Felizes dos lábios em mel que pronunciarem palavras amáveis, sem armadilhas, sem enganações, com purezas de sentidos e sentimentos, serão alimentos, néctares dos altares às virtudes... Felizes, eternamente felizes, que pronunciarem mantras de harmoniosas vibrações. Que serão mantos para almas desprovidas, nuas, necessitadas de tudo; que serão substanciosas provisões aos viajantes estelares, filhos do Início, que É antes de ser, que está divinamente intrínseco dentro, fora, acima, abaixo, antes e depois de tudo que pulsa vida, tudo e todos que estão dentro ou fora do Universo, em todas e quaisquer dimensões e seus princípios inteligentes.
A ampulheta nos faz areia, e pelo funil do tempo, quando se faz necessário esses efeitos, voltamos a ser pó. Passamos por esse processo, para compreendermos o que foi um dia orgulho, vaidade, egoísmo e todas as outras decepções e lamentações apenas servirão para nos mostrar que nada fica sobre a terra, que todos os troféus, títulos e acúmulos da ilusão serão esquecidos por todos, menos pela corrosão, menos pelas traças e vermes, agentes em salutares ações professoras para o aprendizado da alma humana.
Os tempos nos trouxeram as grandes mentes, grandes mestres, humildes mensageiros; se nossas brisas estão no Oriente, no Ocidente, não importa, nada, ninguém foi, é ou será esquecido. Todos fazem parte de um imensurável Sentido. O Sentido de uma Mente maior, de um Sentimento Maior, de uma Ciência maior. E todas as ladainhas, e todas as nossas verdades, paixões e guerras, estados de dormências e alucinadas exaltações, de nada nos servirão, nada dessa natureza conseguirá se sustentar. O simples, o brotar da semente para germinar a vida em sete vezes sete mil frutos para outros tantos se multiplicarem, o nascer do dia, o nascer da noite, onde um tem que morrer, acabar, terminar para ao outro dar lugar, reciclar-se, será a poesia silenciosa de Deus a nos educar, a nos elucidar seus Mistérios. Mistérios estes que somente por nós se classificam assim, pois, nossas mentes ainda não comportam muito além da procura de quem somos, de onde viemos e para onde iremos...
Podemos nos considerar felizes, nesse estado evolutivo, pois já conseguimos perceber que tudo é movimento do Universo, absolutamente tudo do macro ao micro: água parada apodrece. Corpo inerte se atrofia e apodrece e não cumpre suas funções. Mentes paralisadas pela preguiça somente ficam em estado letárgico, deplorável. Sentimentos menores, adoecem almas. Podemos nos considerar felizes, pois qualquer ser humano de um ponto ao outro do planeta Terra, de qualquer civilização, já possui a centelha da percepção que há algo maior, uma força criadora, que concebeu a natureza, e de outras mais derivações. O homem, ainda que lentamente, já se posiciona melhor, nesse movimento de entender o Todo a partir da partícula. Mesmo que os homens ainda se instrumentalizam em dogmas causando divisões, chegará o tempo que farão opção somente ao AMOR, unificar-se-ão mentes e corações, dando assim sentido à existência, à busca, às novas Luzes não percebidas nem entendidas atualmente.
Que o tempo que marcamos com ferro, brasa, pressa, receios e feriados, seja apenas o tic-tac para nos lembrar que nosso corpo material está em contagem regressiva, e que logo mais, na próxima partida, em nossa viagem estelar pelas estações dos campos de Deus, quem sabe, teremos como bagagem algo que nos será realmente útil, eternamente útil. O bem-querer, as benfeitorias nas pontes que unem mentes e corações.
Nossos votos para todos nossos irmãos-planetários que sejam merecedores do que de melhor nosso Pai e todos os seus mensageiros das boas-novas enviam, incessantemente:
Amor, Luz e Paz!

SINFONIA DO ALTO

Acordar....
E orar lábios em ouvidos
Que tudo seja melhor
De que já foi um dia

E a palavra seja carinho seja atenção
Que nada guarde lembrança amarga
Que possa entristecer
Quando o arrependimento à porta bater
Do coração

O que importa é o amor
Um dia será o único som
Do nosso planeta
Na grande sinfonia constelação
Que Deus há de reger, há de reger...

Anjo astronauta, diz pra mim
Qual o som do nosso planeta
Que você consegue ouvir?
Qual é o som da Terra?
É som da guerra?
Som da dor, das lágrimas?
Ou dos lábios em murmúrios de amor?

Anjo astronauta, diz pra mim
Se o planeta está desafinado na Sinfonia do Criador?
Qual é a soma de todos os sons de nosso planeta?
Diz pra mim, por amor...







Quando a noite chega, começo a realizar todos os preparativos
para que na hora que você estiver aqui comigo, tudo saia perfeito.

O dia todo preparei a recepção para você na minha imaginação,
você entrando pela porta da sala, e eu ja pronta para receber o mais
belo dos amantes.
Um beijo sutil de dez segundos, um abraço e um convite para um banho
na penumbra da banheira.

O acariciar dis corpos, o entrelaçar de braços e pernas, e a excitação
que a cada toque tem de aumentar de intensidade, mais e mais.
Entre beijos, abraços e suaves toques, nossos corações vão
se acelerando no descompasso.

Saio da banheira, mas ainda não saciada pelo desejo de ter você
por inteiro, quero mais.
Pego sua toalha, e percebo que você me olha, contornando minha silhueta com seu olhar, chega a me desnudar, você consegue enxergar além.

Você se envolve na toalha, e ela vai se umedecendo aos poucos,
quando entra em contato com a sua pele molhada.

Largamos as toalhas e nos entregamos por inteiro ao mais louco prazer.

Encontramos uma fresta na cortina, e conseguimos enxergar o luar.
Você dizendo bem baixinho, frases em meu ouvido, e eu sem
conseguir responder, nem mesmo pelos meus atos.

Nessa hora, meu corpo fala por mim.
Não são necessárias palavras, meu desejo é mais forte que tudo,
te quero mais e mais, é profundo, vem da alma, você completa
minha existência.

Sou feliz somente por pensar em você, chegamos ao clímax e relaxamos
então, um corpo ao lado do outro, nossos corpos estão cansados,
mas nossos espíritos continuam se amando.

Essa foi a noite que imaginei para nós dois.

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